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A ditadura do espresso e o café de coador

Recentemente, estava com um amigo em um restaurante e ele comentou o quanto não aguenta o que chamou de ditadura do espresso. Ele gosta mesmo é de café de coador, mas nos restaurantes, bares e cafeterias, hoje em dia, só se encontra o espresso. Ele tem razão. Quando encontramos o café de coador, ele é tão maltratadinho, que dá até pena.
Quem aguenta ir a um lugar, pedir café de coador e vir aquela bebida que foi feita aos litros, guardada na garrafa térmica e ficou lá por horas esperando você chegar? Ou então, vem café com gosto de requentado, porque ficou no bule e, para cada cliente que pede, se dá uma esquentadinha para servir…
Com isso, o café espresso, que agora virou mais ainda moda por causa do Nespresso e sai individualmente da máquina, acabou caindo no gosto popular.
Mas eu entendo meu amigo e também gosto de um café de coador bem feito. Especialmente se preparado na hora e para mim. Por isso, tenho apreciado muito um equipamento que já encontrei em algumas cafeterias aqui de Brasília.

Apetrecho para preparar café de coador individualmente

Com esse aparelho, o café é feito na sua frente, na medida da sua xícara. Você sente o aroma do café feito na hora e aprecia a xícara sendo preenchida de café fresquinho para você. Na Florença Cafeteria, você ainda pode escolher se quer o café mais forte ou mais fraco e o pó vem na medida para o seu gosto.

E para quem é de espresso, claro que também servem lá. Normal, curto, longo, com chantilly… Aí eu aguento!

Serviço:
O quê? Florença Cafeteria
Onde? CLN 114, bloco A, loja 10
Contato: 61-3034-5057
Quando? 2a a sábado das 7h30 às 20h30
Abrem em horários especiais para eventos, como aniversários, confraternizações e comemorações, se agendado com antecedência.
Quanto? Espresso: R$ 3,00; Espresso com chantilly: R$ 3,80; Café de coador: R$ 4,00; Capuccino Italiano: R$ 5,00

Enfim, 40!

Sempre achei quarenta uma idade legal. É como se fosse o início de novos tempos. Afinal, depois disso, a pessoa é ‘enta para sempre: quarenta, cinquenta, sessenta, setenta, oitenta, noventa, chega! E os meus ‘enta chegaram agora. Dia 27 de dezembro de 2012.
Na verdade, acho idade algo muito subjetivo. Se você é do tipo sedentário, fuma ou bebe com alguma frequência e não tem uma alimentação bem balanceada, é grande a chance de fazer uma avaliação por bioimpedância e descobrir que seu corpo tem uns 20 anos a mais que sua carteira de identidade. Por outro lado, se você tem praticado algum exercício físico, controlado a alimentação, comida, bebida e fumo (de todos os tipos) e está se sentindo de bem com a vida, a chance de ter a percepção de uma idade menor do que a dos seus documentos de identificação também é grande. Ou seja, o tempo não passa da mesma forma para todos.
Outro dia ouvi a seguinte frase: “a gente nunca se sente com a idade que tem”. O fato é que a idade que a gente tem é somente uma formalidade, um meio de nos enquadrarmos na sociedade. É mais uma das caixinhas nas quais nos enfiamos todos os dias e que servem apenas para estatísticas.
Tem gente que foge dos 40 e já está há dez anos fugindo dos 30. Respeito. Mas eu não, estou adorando, porque sinto que atingi o melhor ponto de meu bem estar, minha maturidade intelectual e minha serenidade comportamental (ainda que possa trabalhar um pouco mais esse aspecto).
Claro que tudo isso tem muito mais a ver com a história de vida que eu construí do que com os anos de vida que tenho. Seria possível viver 80 anos e não ter a bagagem que eu tive o privilégio de construir. Graças a essa história, hoje tenho amigos com 20 anos e outros na casa dos 70 e são todos amigos de verdade, de sentar, conversar, tomar uma cerveja, aconselhar e pedir conselhos. Isso é lindo.
O único senão dessa experiência de vida é que, com o tempo, minha tolerância com as pessoas que acham que suas vidas, seus valores, suas crenças, seus desejos são espelhos dos de outros 7 bilhões de pessoas, diminuiu muito. Hoje sei que tudo que é o “normal” para mim, só é para mim. Em algum lugar do mundo isso que “é tão normal” sequer existe e em algum outro lugar, provavelmente, alguém vai achar bem estranho.
Eu, definitivamente, não aguento quem não percebe a dimensão e a beleza da diversidade do mundo. E sobre aspectos como esse, que eu não aguento, vou falar ao longo dos dias nos posts que virão. Afinal, é justamente por compreender e admirar a diversidade, que eu estou abrindo esse novo blog (meu primeiro foi o Mosanblog), na tentativa de contribuir para que as pessoas percebam que o mundo é muito, mas muito maior do que elas imaginam. Sempre é.


placa Cabo da Boa Esperança

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