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Enfim, 40!

Sempre achei quarenta uma idade legal. É como se fosse o início de novos tempos. Afinal, depois disso, a pessoa é ‘enta para sempre: quarenta, cinquenta, sessenta, setenta, oitenta, noventa, chega! E os meus ‘enta chegaram agora. Dia 27 de dezembro de 2012.
Na verdade, acho idade algo muito subjetivo. Se você é do tipo sedentário, fuma ou bebe com alguma frequência e não tem uma alimentação bem balanceada, é grande a chance de fazer uma avaliação por bioimpedância e descobrir que seu corpo tem uns 20 anos a mais que sua carteira de identidade. Por outro lado, se você tem praticado algum exercício físico, controlado a alimentação, comida, bebida e fumo (de todos os tipos) e está se sentindo de bem com a vida, a chance de ter a percepção de uma idade menor do que a dos seus documentos de identificação também é grande. Ou seja, o tempo não passa da mesma forma para todos.
Outro dia ouvi a seguinte frase: “a gente nunca se sente com a idade que tem”. O fato é que a idade que a gente tem é somente uma formalidade, um meio de nos enquadrarmos na sociedade. É mais uma das caixinhas nas quais nos enfiamos todos os dias e que servem apenas para estatísticas.
Tem gente que foge dos 40 e já está há dez anos fugindo dos 30. Respeito. Mas eu não, estou adorando, porque sinto que atingi o melhor ponto de meu bem estar, minha maturidade intelectual e minha serenidade comportamental (ainda que possa trabalhar um pouco mais esse aspecto).
Claro que tudo isso tem muito mais a ver com a história de vida que eu construí do que com os anos de vida que tenho. Seria possível viver 80 anos e não ter a bagagem que eu tive o privilégio de construir. Graças a essa história, hoje tenho amigos com 20 anos e outros na casa dos 70 e são todos amigos de verdade, de sentar, conversar, tomar uma cerveja, aconselhar e pedir conselhos. Isso é lindo.
O único senão dessa experiência de vida é que, com o tempo, minha tolerância com as pessoas que acham que suas vidas, seus valores, suas crenças, seus desejos são espelhos dos de outros 7 bilhões de pessoas, diminuiu muito. Hoje sei que tudo que é o “normal” para mim, só é para mim. Em algum lugar do mundo isso que “é tão normal” sequer existe e em algum outro lugar, provavelmente, alguém vai achar bem estranho.
Eu, definitivamente, não aguento quem não percebe a dimensão e a beleza da diversidade do mundo. E sobre aspectos como esse, que eu não aguento, vou falar ao longo dos dias nos posts que virão. Afinal, é justamente por compreender e admirar a diversidade, que eu estou abrindo esse novo blog (meu primeiro foi o Mosanblog), na tentativa de contribuir para que as pessoas percebam que o mundo é muito, mas muito maior do que elas imaginam. Sempre é.


placa Cabo da Boa Esperança

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