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Confraria Colonial Hotel Boutique – um oásis pertinho de São Paulo

Da seleção de músicas nos ambientes à escolha dos produtos de higiene pessoal oferecidos no banheiro do quarto, tudo nos encantou. Uma semana das férias de outubro de 2021 foi passada no Confraria Colonial Hotel Boutique. Como eu já falei no post Consulte sempre um profissional, opiniões sobre hospedagens são sempre muito subjetivas e esse texto aqui não se propõe a ser diferente. Então, considere isso ao ler o texto e entenda que se trata de opinião pessoal, descrição de um momento que foi muito bom para mim e que deve servir apenas como referência.

De cara, o local nos agradou porque recebeu muito bem a dupla canina Lisa e Luke. Durante a estadia, foi possível perceber que a maior procura pelo hotel é aos finais de semana. Houve dias com eventos corporativos (que acontecem em ambientes separados e praticamente não víamos as pessoas envolvidas) e outros dias ficamos só nós no hotel. Dois humanos e dois cães com todo o mimo possível da equipe super bacana e atenciosa.

Ficamos na suíte Visconde, que tem um bom tamanho para família de quatro membros nos moldes da nossa. Próxima aos restaurantes e equipamentos de lazer, como sala de jogos, piscinas, sauna, foi uma localização estratégica, mesmo nos momentos de chuva. Cama confortável, poltrona, banheiro de bom tamanho (mas não tem banheira, que está disponível em outros tipos de quarto).

Como avisamos antes que passaríamos o aniversário de casamento lá, ainda fomos surpreendidos na chegada com um mimo especial em alusão à data.

As edificações do hotel são todas em estilo colonial – como o nome já indica – e ficam cercadas pela mata atlântica. São vários chalés com suítes de diversos tamanhos (alguns mais isolados), além de construções onde ficam os restaurantes, salão de jogos, sala de cinema, sauna, piscina aquecida, sala com aparelhos para atividades físicas, sala de massagem (que deve ser contratada em separado na recepção). Por termos ido em tempos de pandemia (COVID-19, para futuras referências), havia agendamento para uso da sauna e outros equipamentos. Todas as orientações para tal são passadas pelo pessoal da recepção na chegada. Meu espaço preferido foi a piscina aquecida interligada com a sauna.

Do outro lado do vidro, a piscina continua, dentro da sauna

Outra piscina maravilhosa e também aquecida, fica perto dessa e é mais funda e larga, permitindo dar umas braçadas…

Também tem uma piscina aberta, com bar molhado, que usamos pouco porque o clima não estava muito favorável, e uma Jacuzzi ao ar livre, que só fomos uma vez pelo mesmo motivo. Tem ainda um lago, onde se pode praticar pesca esportiva. Para atividades ao ar livre fora da água tem quadras de tênis e trilhas. As trilhas não são radicais, mas, para uma família de apartamento como a nossa, foram grandes aventuras! Frequentamos todos os dias e Lisa e Luke adoraram a vida “selvagem”.

Para refeições, ou apenas para descansar um pouco e curtir a paisagem, tem um deque fantástico entre as árvores, com iluminação noturna e uma linda decoração.

Por falar em refeições… estão incluídas na diária três refeições, café da manhã, almoço e jantar. O destaque do café da manhã fica para o pão de queijo, delicioso. É um café bem completo, com opções de pães, omeletes, frutas, sucos, iogurtes, bebidas quentes e frias. No almoço, se escolhe os pratos e eles vêm servidos em panelinhas de barro. Cara de comida de fazenda. No jantar, pratos de cozinha internacional, em serviço à la carte. Sempre tem opções de sobremesa, incluindo frutas. O cardápio é assinado pelo chefe Paulo Gomes, que não decepcionou em nenhuma refeição.

A única observação negativa no quesito alimentação é por conta de não ter nenhuma bebida incluída no almoço ou jantar. Nem mesmo água ou bebidas não alcoólicas. Pelo valor da diária, considero mesquinho não incluir. Mas, a regra é informada antes, não foi uma surpresa. Com o estilo colonial, caberia até ter um filtro de barro nos quartos, para oferecer água filtrada, ao menos.

Enfim, foram tantos os cuidados de todos da equipe com a gente, foi tão boa a recepção ao Luke e à Lisa, passamos dias tão agradáveis, que não consigo pensar em algo que me fizesse não querer voltar. Mas, como gostam de dizer os que negam a aplicação de métodos e análise de dados “essa é a minha opinião”. Nada mais. Se fosse para fazer uma análise profissional, eu usaria parâmetros que talvez indicassem um resultado menos favorável. Mas, o único critério que estou usando aqui é o quanto eu me senti bem naquele momento, o que tem bastante a ver com a minha conjuntura e não só com o local.

Como chegar:

O Confraria Colonial fica em Mairinque, no estado de São Paulo, a cerca de uma hora e meia da capital (dependendo de onde e a que horas se sai da capital, claro), pela Rodovia Castelo Branco. Dá para seguir pelo GPS até entrar na estrada de terra. Tem que sair da Rodovia Castelo Brando no Viaduto Edward C. Leme, em Mairinque, (saída de BR-374/SP-280), então, siga as placas para o bairro Dona Catarina e acompanhe as indicações do GPS. Quando começarem as placas do próprio hotel, siga por elas. Isso porque o GPS não indica o melhor caminho na estrada de terra. E, mesmo o caminho indicado pelas placas não é tão bom assim… evite ir com chuva ou à noite, pois não tem iluminação na estrada. O trecho ruim é curto, cerca de 12 minutos. A parte de terra mesmo é só um quilômetro, mas, por outros 3 quilômetros tem tanto buraco no asfalto que nem parece que tem asfalto. Mas, acredite, vale muito passar por esse breve perrengue.

O simpático dispensador de saquinhos plásticos

Uma fantástica obra de engenharia

Conforme falei aqui, nas férias mais recentes, um dos destinos foi a cidade do Panamá. O objetivo da viagem era conhecer o Canal do Panamá, que liga os oceanos Pacífico e Atlântico, cortando o Panamá, país muito conhecido também pelos chapéus, que não são feitos lá (mas isso é história para outro post). 159 canal do Panamá Eu fui quase que por obrigação com o conhecimento. Na escola estudamos o tal canal, sua importância econômica, tal… achei que, uma vez que faria conexão na cidade onde ele fica, seria razoável dar valor às minhas aulas de geografia e conhecê-lo.

É fantástico! Fiquei maravilhada. Passaria dois dias seguidos olhando aquela obra monumental da engenharia funcionar. Se tivesse uma mínima vocação para os números, estudaria engenharia só para ter a mesma profissão dos que fizeram aquilo. Por que eu não me organizei para fazer o passeio de barco e passar por dentro do Canal? (Sim, tem essa possibilidade!) Sério que isso foi feito há 100 anos? Que genialidade! Como eu demorei tanto tempo para conhecer o Canal do Panamá?

Se você for a algum país com voo que faça conexão na cidade do Panamá, um dos maiores hubs aéreos do continente – hub, para ficar claro, é o ponto de convergência de rotas aéreas – não deixe de visitar o Canal. Se você não estiver indo para esta direção, dê um jeito de ir. Vá ao Panamá. Conheça o Canal. Tem muitas outras coisas para fazer no país também, como passeios a comunidades tradicionais, florestas, a parte antiga da cidade do Panamá, compras, muitas compras. Mas, se não quiser fazer mais nada, somente vá ao Canal do Panamá. A entrada para não residentes custa US$ 15 (quinze dólares) e o Centro de Visitantes funciona diariamente, das 9h às 17h.

Sim, é isso. Um passeio despretensioso, sem grandes expectativas, se transformou num grande entretenimento. Acho que fiquei uma hora lá, olhando os navios passarem de um lado pro outro. E passaria o dia inteiro. No meio da observação, entramos no museu que explica a construção e o funcionamento de tudo aquilo, que fica no Centro de Visitantes das eclusas de Miraflores. Serviu para eu ficar ainda mais maravilhada.

Ao lado esquerdo do ponto de visitação, vemos a primeira comporta

Ao lado esquerdo do ponto de visitação, vemos as entradas para as duas eclusas

Um navio aproxima-se da primeira comporta

Um navio aproxima-se da primeira comporta

Primeira comporta começa a abrir

Primeira comporta começa a abrir

Abriu a primeira comporta

Abriu a primeira comporta

Dois navios se aproximam da segunda comporta, nos dois canais paralelos

Dois navios se aproximam da segunda comporta, nas duas eclusas paralelas

E lá vão para a segunda comporta

Vão para a segunda comporta

Tarantella passou pela segunda comporta

O navio Tarantella passou pela segunda comporta

E lá vai o Tarantella...

E lá vai o Tarantella, seguindo à direita do ponto de visitação

Nas três imagens abaixo, é possível ver como o navio vai emergindo na eclusa, conforma a água preenche o espaço:

10 174 barco de passageiros subindo               11b 175 barco de passageiros subindo                   12 176 barco de passageiros subindo

O canal foi inaugurado em 15 de agosto de 1914 e se tornou um ponto estratégico e militar importantíssimo para os Estados Unidos. Só para se ter uma ideia, antes dele, os navios que iam de Nova Iorque à Califórnia contornavam toda a América pelo Sul, passando pelo Cabo Horn, extremo sul da América do Sul.

Por meio do Tratado Hay-Bunay Varilla, também conhecido como Isthmian Canal Convention, ficou definido que os Estados Unidos teriam o domínio perpétuo sobre a zona que ligava uma costa a outra do istmo onde seria construído o canal. Em troca, o país pagaria 10 milhões de dólares e mais um arrendamento de 250 mil dólares anuais ao Panamá. Trabalhadores de todo o mundo se dirigiram à região para a construção do Canal. Mais de cinco mil deles morreram, vítimas de acidentes, malária, febre amarela e outras doenças tropicais.

Em 1964, 20 estudantes foram mortos ao se manifestarem em defesa da autonomia panamenha, visando tirar a bandeira americana da zona do Canal e substituí-la pela do Panamá. Graças à pressão popular, em 1977 foi assinado um novo tratado, Torrijos-Carter, no qual os presidentes dos Estados Unidos e do Panamá concordaram que a administração do canal ficasse a cargo dos Estados Unidos até 1999 e, a partir de então, o controle seria passado ao Panamá.

Hoje, o canal é um orgulho panamenho e também fonte de riqueza para o país, com a passagem de cerca de 15 mil embarcações por ano. No site apolo11.com é possível ver a explicação de como funciona o Canal. E também acompanhar vídeos em tempo real, neste link aqui. Este outro vídeo aqui também é bem legal, porque mostra, em um minuto, o movimento de 12 horas do Canal em imagens aceleradas. E tem ainda este outro que mostra detalhadamente como funciona o Canal do Panamá. Se você não for pessoalmente, pelo menos visite os sites indicados aqui para ter um pouco da noção desta obra gigantesca, construída mais de um século atrás e que até hoje funciona sob a mesma lógica de operação.

160 canal do Panamá Porque ficar sem viajar e conhecer o mundo… eu não aguento!

A tradição da São Silvestre

Eu ia ficar uns dias sem aparecer, porque estou de férias, mas não tem jeito, as coisas que eu não aguento insistem em cruzar meu caminho, em terra e no ar. Será rabugice dos ‘enta? Não, já me apresso em responder. São os humanos mesmo. Estes seres que fazem do mundo um lugar a cada dia pior.
Pois bem, entrei eu no avião e, com toda a boa vontade, abri uma revista que estava disponível: Brasil – almanaque de cultura popular – edição 165, de janeiro de 2013. Em verdade, eu tenho evitado muitas publicações periódicas ultimamente, porque não aguento esse lance de jornalismo que, quando não é mal feito, é canalha.
Explico: raramente as notícias publicadas nos ditos veículos tradicionais de comunicação contam com informação correta e não distorcida. Fico sempre na dúvida se isso acontece porque o autor do texto é burro, não sabe trabalhar, apurar bem uma informação, responder a todas as perguntas básicas (quem, como, quando, onde e por quê) que um texto informativo deve conter, ou se é canalhice e o jornalista usa um espaço informativo para manipular a informação e difundir seus ideais próprios, defender sua patota.
Por não ser a referida revista (ou almanaque, como queiram), um desses veículos tradicionais, resolvi dar um crédito e abri. Eis que logo na página 9 tem matéria sobre o primeiro vencedor da São Silvestre (Alfredo Gomes) ser um camarada que subia a pé a Serra do Mar, por trabalhar na companhia telefônica e ser responsável por verificar as linhas de transmissão da região.
A coisa até estava indo bem, não fosse pela falta de uma informação que se faz relevante para as pessoas compreenderem com quem estão se metendo. A matéria relata que a corrida de São Silvestre foi criada por Cásper Líbero, em 1925, e que a prova tinha início no fim da noite, com o vencedor cruzando a linha de chegada, normalmente, após a meia-noite. A matéria conta que isso só mudaria em 1988.
Ou seja, durante 62 anos a corrida manteve a característica original, acontecia à noite e terminava perto da virada do ano, conforme desejara seu criador. Mas em 1988 tudo mudou, passou a ser disputada à tarde, como consta na matéria.
O que falta no texto é o motivo. Por que passou a ser transmitida à tarde? Não cabia uma linhazinha explicando que foi por interesses comerciais da Rede Globo, que passou a transmitir a prova? Explicando que a Globo estragou o que era tradicional, mas não valorizado por ela, por não ter sido inventado por ela? Por que não permitir que seus leitores saibam que uma prova foi complemtamente desvirtuada em sua tradição porque a Globo não preserva a cultura, não respeita as tradições?
Mais uma vez a dúvida me atormenta: seria o responsável pelo texto alguém que apenas ignora os fatos e por isso não os narra ou há uma má vontade voluntária por trás de tal omissão? Mais uma vez, essas coisas que eu não aguento cruzam meu caminho.


placa Cabo da Boa Esperança

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