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Curiosidades para ficar bem em Cuba
Published 7 de dezembro de 2013 Fica a dica 10 CommentsTags:artesanato em Cuba, Cartão de crédito em Cuba, comunicação em Cuba, Cuba, Cubacel, CUC, CUP, Custo de vida para turista em Cuba, Dinheiro em Cuba, Gorjeta em Cuba, ilha de Fidel, internet em Cuba, limite de bagagem em Cuba, mapa de Cuba, Melhores Destinos, moeda cubana, moeda cubana com a cara do Che, nota cubana com a cara do Che, operadora de telefonia em Cuba, papel higiênico em Cuba, províncias de Cuba, quanto dinheiro levar para Cuba, site da Embaixada de Cuba, Taxa de saída de Cuba, visto para cuba
Cuba turística
Published 4 de dezembro de 2013 Cultura diversão e arte , Pelo mundo 4 CommentsTags:Camilo Cienfuegos, Capitólio, Capitólio Nacional, Capitólio Nacional de Cuba, Catedral de Havana, Catedral de São Cristóval de La Habana, charutos cubanos, Che Guevara, cooperativas de venda de charuto em Cuba, Cuba, Fábrica de Tabacos Patargás, Fidel Castro, Fulgêncio Batista, Havana, Havana Vieja, Ilhas Caraíbas, José Martí, Malecón, mar do Caribe, Memorial a José Martí, Museu da Cidade, Palacio de Artesanía, Partido Revolucionário Cubano, Plaza de Armas, Plaza de la Catedral, Plaza de La Revolución, restaurante El Patio, rua Cuba, Rua Obispo, rua Paseo, Site de buscas de hotel, Trivago, Varadero
Existem muitos destinos diferentes em Cuba. Tem história no norte e no sul da ilha, tem lagos, montanhas e prados maravilhosos – onde se encontram até vinícolas – no centro, tem praia para todos os gostos, sempre azuis e paradisíacas. Vale lembrar que estamos na região do mar do Caribe ou das ilhas Caraíbas, como dizem os amigos de Portugal.
O ponto de partida pode ser o Palacio de Artesanía, que fica bem em frente ao edifício da Polícia Nacional Revolucionária. Lá dentro há um café e diversas lojas de… artesanato, como não podia deixar de ser com esse nome! Bolsas e carteiras de couro, acessórios, bijuterias, roupas, objetos de decoração em madeira… cada loja trabalha com um tipo de material. No térreo há também uma loja de bebidas e petiscos como salgadinhos e chocolates para levar. As bebidas vão do café ao rum, um dos principais produtos de exportação de Cuba.
Eu não lembro de ter visto no Palacio venda do famoso charuto, também importante para a economia cubana. Mas, curiosamente, foi lá que comprei os tais. Ou, quase lá… na cooperativa, como dizem. Sinceramente, eu não consegui entender ainda o grau de legitimidade da tal cooperativa. Mas, segundo nos informaram, haveria autorização do governo cubano para os funcionários das fábricas de tabaco formarem cooperativas e comercializarem o produto. Enfim, a cooperativa que eu fui funciona na casa de uma família, em um edifício ao lado do Palacio da Artesanía. Ruim o charuto não deve ser. Sem contar que valeu só por eu ter entrado e sentado no sofá e conversado com uma família cubana. Na dúvida, compramos também charutos em uma loja oficial da Cohiba, uma das principais marcas do país. Foi divertido que o senhor que me conduziu à tal cooperativa é uma espécie de chefe dos guias que ficam em frente ao Palacio de Artesanía abordando os turistas. Ele organiza a galera, entende a característica de cada turista, tem a fala mansa e, como sempre, conhecimento de cultura, história, geografia… Fomos lá por dois dias e acabamos nos entretendo muito com o cara, o que justificava também se deixar cair na conversa dele.
Seguindo pela rua Cuba, que é a própria do Palacio de Artesanía, você vai encontrar a Catedral de San Cristóval de La Habana, na Plaza de la Catedral. Assim como a Catedral, construída no século XVIII, os edifícios da praça têm estilo barroco. Em um deles funciona o simpático restaurante El Patio. Ao lado, tem outra loja grande de artesanato variado.
Em todas as ruas da região, há prédios antigos onde ficam alguns comércios e também moradias dos cubanos. É curioso andar pelo centro à noite e ver a sala, cuja janela dá direto para a rua, com a televisão ligada na novela brasileira.
Outro ponto de interesse em Havana Vieja é o Capitólio Nacional, uma construção imponente, da segunda década do século XX, muito parecida com o Capitólio de Washington, D. C, nos Estados Unidos da América. Já foi sede do governo cubano, Biblioteca Nacional e Academia Cubana de Ciências. Atualmente, está fechado para reforma. Logo atrás, fica a fábrica de Tabaco Patargás, também fechada para reforma. Mas a lojinha funciona.Estamos adorando Cuba
Published 1 de dezembro de 2013 Pelo mundo , Quarenta 8 CommentsTags:Cuba, cubanos no exterior, cubanos viajar ao exterior, Férias em Cuba, Fidel y la religion, Frei Betto, Global Resarch, ilha de Fidel, impressões sobre Cuba, Salim Lamrani, vida em Cuba
Tínhamos uma semana de férias, exatos 7 dias, e o destino escolhido foi Cuba. Logo no segundo ou terceiro dia nos perguntávamos por que havia demorado tanto, por que esse destino não foi escolhido antes. Adoramos Cuba.
Em certa medida, ter conhecido Cuba depois de outras experiências, como a África, por exemplo, foi muito bom, porque o exercício de nos despirmos de nossos valores e conceitos, de nossa cultura original, já tinha sido praticado muitas vezes antes e ficou muito mais fácil. E, para Cuba, é extremamente necessário.
Antes de ir, ouvi comentários favoráveis e contrários, indicando que a ilha de Fidel seria o paraíso ou o inferno. Aliás, a conotação religiosa cai bem, porque esse é um dos primeiros pré conceitos que ficam para trás. Não, os comunistas não são necessariamente contra o culto religioso. Depende, claro, de como as coisas são feitas. Se é alienante, não é bom. Como também não é bom o trabalho alienante. Como nunca é bom ser alienado, porque torna a pessoa vulnerável e esta passa a ser oprimida por outro. Mas isso daria um livro e não um texto de um blog. Voltemos às impressões mundanas…
Logo no início do livro Fidel y la religion, que traz conversas de Fidel com o Frei Betto, a citação de uma frase do comandante da revolução de Cuba diz tudo: “Nos casaram com a mentira e nos obrigaram a viver com ela”.
O fato é que Cuba não me pareceu nem o paraíso nem o inferno. Em verdade, a única coisa que posso mesmo dizer é que preciso voltar. Preciso de mais tempo. Ninguém que tenha passado menos de seis meses em Cuba poderá dizer o que é aquele lugar. É preciso tempo para digerir tudo que se vê e construir raciocínios claros e minimamente justos. E, mesmo que se passe anos por lá, se não tiver a capacidade de rever seus valores, compreender novos conceitos, se abrir para enxergar todas as relações humanas sob um novo ângulo, nunca se compreenderá Cuba.
É fácil se impressionar com a moça que lhe pede para comprar um saco de leite em pó para ela, porque tem duas filhas pequenas e o leite que o governo lhe dá não é suficiente para o mês todo. Na verdade, o tipo de leite que ela gostaria de receber e para beber na quantidade que ela gostaria é que não lhe é dado. Ela recebe leite de vaca em uma quantidade reduzida e leite de soja em maior quantidade. Mas não gosta. Também é tentador pegar um pote de xampu que o hotel lhe oferece e entregar para o cubano que fica na porta do hotel pedindo xampu como se isso fosse a coisa mais importante de sua vida.
Por outro lado, é curioso descobrir que os cubanos que querem deixar Cuba podem fazê-lo e que todos os anos quase 950 mil cubanos saem, fazem turismo, e 830 mil voltam para continuar sua vida no comunismo. Ou seja, menos de 13% se estabelecem no exterior. O que não deve ser uma marca muito maior que a média mundial. Vale ressaltar que apenas 0,6% das pessoas que querem sair do país são proibidas pelo governo.* É bom lembrar que isso acontece em qualquer país do mundo. No Brasil, por exemplo, quem não está em dia com as obrigações eleitorais, não pode ter passaporte. Assim como quem está em dívida com a justiça ou sob julgamento. O número 0,6% não me parece algo ao que devemos nos apegar, certo?
Para mim, foi encantador ver o nível de conhecimento geral, de geografia, de história e de lógica de qualquer pessoa nas ruas. Até mesmo do homem que pede xampu.

Eduardo ao lado dos funcionários do governo cubano que, nos restaurantes, cozinham, servem e alegram o ambiente com a autêntica música cubana
É surpreendente e maravilhoso saber que todos os músicos que você ouve nos bares e restaurantes por onde vai – e lá sempre tem música ao vivo – são pagos pelo governo, pelo ICRT – Instituto Cubano de Rádio e Televisão.
Ou seja, para entender Cuba, esqueça tudo que você sabe da vida até agora. É preciso rever até o valor de um xampu. Um amigo que foi para lá antes de nós, comentou: “em Cuba, todos são formados para ser engenheiros da Nasa, não tem gente com menos conhecimento lá”. E é isso mesmo. Só que ao cara que tem cabeça para ser engenheiro da Nasa foi dito que lavar os cabelos com um sabão inferior é mais grave do que não ter cultura. Para ele, isso passou a ser verdade e toda sua formação cultural deixou de ter valor.
Por isso, para entender Cuba, é preciso, inclusive esquecer o formato de vida que você vive. Olhe a sua volta, pense nos trabalhadores que encontra ao longo do dia: ascensorista, atendente na padaria, garçom, comerciário, artesãos, pintores, bancários… todos eles são funcionários do governo. Uma dessas pessoas comentou conosco sobre os cubanos que trabalham no exterior, o que é um grande orgulho para o país. E, para ela, mais orgulho ainda é o fato deles continuarem sendo funcionários do governo cubano: “A pessoa não consegue emprego em uma empresa privada e vai para outro país. Ele é mandado pelo governo, é um representante do governo. Aqui ou lá, continua sendo um funcionário público cubano”.
Além disso, é relevante pensar que o trabalhador em Cuba não escolhe o emprego ou a profissão pelo salário ou espaço no mercado de trabalho, o que conta é a vocação. Seja engenheiro ou pintor, seu valor social é equivalente e você vai receber do governo o suficiente para viver. Dentro dos princípios não capitalistas, claro. Mas o fato é que, independente da profissão, todos recebem o mínimo para viver, em termos de alimentos, educação, assistência à saúde, etc. Mesmo que não esteja trabalhando. Existe uma taxa de desemprego no país em torno de 6%. Em geral, são pessoas que estão formadas, mas no local onde desejam trabalhar não há emprego no momento. Então, o governo mantém esse cidadão com o mínimo essencial até que haja oportunidades na sua área no local onde deseja.
Enfim, se você está disposto a se despir e tentar compreender comigo esse lugar mágico, vamos aos próximos textos. Sabendo, desde já, que eu não aguento gente preconceituosa.
*Dados retirados do texto Como as embaixadas ocidentais limitam as viagens dos cubanos, de Salim Lamrani, para Global Research, em 18/11/2013.
Cuba – realismo fantástico
Published 30 de novembro de 2013 Pelo mundo 2 CommentsTags:carro antigo, carros em Cuba, Cuba, Havana, Realismo fantástico, turismo, viajar
Chegar a Cuba é viver uma história de realismo fantástico. Pode-se descer de um voo da companhia panamenha Copa Airlines, onde cada cadeira tem um dispositivo de entretenimento individual – inclusive com entrada USB para que você possa ouvir sua própria seleção de músicas – e entrar em um carro dos anos 40 ou 50 do século passado, para andar por uma Havana ainda colonial em sua arquitetura e atemporal em seu conceito.
Havana é única, como único é o regime que organiza a vida social e econômica da ilha/país.
Viver sem conhecer o mundo, eu não aguento. Por isso estou aqui de novo, em viagem, em descoberta…










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